O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais

Li esse texto, achei perfeito e resolvi traduzir para compartilhar com vocês. Muitas pessoas querem introduzir o assunto “crianças com necessidades especiais” com os filhos, para estimular a aceitação à diversidade, e não sabem como fazê-lo. Aqui vão várias dicas muito úteis!

O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais

Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max

Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com necessidades especiais além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência cognitiva. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com necessidades especiais.

E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com necessidades especiais.

Já que ninguém recebe um “manual de instruções da paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo totalmente; se eu não tivesse um filho especial, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de down e doenças genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!

Pra começar, não tenha pena de mim
“Sim, algumas vezes, eu tenho um monte de coisas pra lidar — mas o que eu não tenho é uma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”

Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral

Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos
“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem autopiedade. Ela é uma ótima garota que ama tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”

Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral

Use o que eles tem em comum
“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências também. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiências são mais parecidas com eles do que são diferentes.”

Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down

Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar
“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças autistas ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”

Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista

Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças
“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”

Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)

Encoraje seu filho a dizer “oi”
“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com necessidades especiais, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”

Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.

Encoraje as crianças a continuar falando
“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto corriqueiro”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não tem nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”

Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista

Dê explicações simples
“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando alguma coisa que seus filhos já conhecem, algo que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar isso para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”

Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down

Ensine respeito às crianças com seus próprios atos
“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”

Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomina 9

Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem
“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, você sabe. Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças especiais entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”

Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.

Inicie uma conversa
“Nós estávamos no children’s museum e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”

Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral

Não se preocupe com o constrangimento
“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos ideais de início de conversa, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você precisar, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”

Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada

Gostou? Segue o link para o texto original em inglês: http://blogs.babble.com/babble-voices/ellen-seidman-1000-perplexing-things-about-parenthood/2012/02/29/what-to-teach-your-children-about-kids-with-special-needs/

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129 thoughts on “O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais

    • Tenho dois filhos especiais, os médicos não chegaram a nenhum diagnóstico a respeitos, afinal eles nasceram “normal” e ela quando tinha dois anos e meio foi acometida de uma febre e esta se prolongou, no 5º dia entrou em coma e teve lesões profundas no cerebro, ele tinha um ano e meio, ainda mamava no peito, começou com vômitos, e faltou oxigênio, enfim ninguém sabe ao certo, a certeza é que a única coisa ruim disso tudo, é discriminação, o preconceito, eu encaro como um aprendizado, eles amam incondicionalmente, são pessoas dependentes, mais sabem agradecer, acredito que se houvesse mais aceitação da sociedade eles teriam crescido mais intelectualmente. Adorei a exposição que vocês fizeram, vai ajudar muita gente.

      Eufrasia – Brasília-DF

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  2. Pingback: Uma preocupação sobre o futuro « espirituautismo

  3. Sem palavras, Andréa! Realmente muito importante vermos o outro lado… Na maioria das vezes as pessoas não sabem como lidar! Parabéns pelo trabalho q vem fazendo! Me emocionei proncipalmente com a mãe dos dois com síndrome!
    Bjs

  4. Parabéns para essas famílias que encaram o ser diferente com naturalidade e batalham para que seus filhos sejam felizes e vivam a vida como ela é.

  5. A ênfase é sensacional, o tratamento e a convivência com pacientes com necessidades especiais cada vez mais esta evoluindo para melhor , a medida que as pessoas são mais informadas e Graçras a Política de Inserção Social ,estas pessoas ás vezes apresentam talentos que podem ser elecitados por pessoas sensíveis e capazes de oferecer algo por aqueles que podem até ter nascido com alguma dificuldade motora ou mesmo cognitiva , mas atualmente com o advento do tratamento multidisciplinar , temos absoluta certeza que a Reabilitação Global é atingida, continuemos a trabalhar juntos, em prol daqueles que apresentam dificuldades que podem ser superadas desta forma nos trazendo surpresas engrandecedoras e agardáveis.

  6. Perfeita a idéia! Maravilhosos os depoimentos! Tenho um aluno autista e estou pensando em usar numa reunião de pais. Melhor impossível para que todos entendam e respeitem este universo tão rico e misterioso, que nos ensina a aprender e ver novas faces da vida e a conviver com desafios e respeitá-los.

  7. Oi, Andrea. Adorei vc ter traduzido esses comentários. Achei muito legal e vou postar no meu facebook. Eu tenho um filho de 6 anos que tem Síndrome de Angelman. Um beijo e boa sorte com seu pequeno!

  8. Adorei pois trabalho em escola que tem sala de apoio à criança com deficiência intelectual, e não tinha esse tipo de explicações sobre o assunto, nem na Universidade gostei muito, copiei e levarei para minhas colegas na Unidade Escolar. Acho muito bom para todos absorverem essas informações, só assim poderemos ajudar na aprendizagem e sociabilidade dos alunos obrigada as mães que aqui deixaram suas vivencias que Deus abençoe a todas .

  9. Olá Andréa!
    Estou conhecendo o seu blog devido uma postagem no Face, não sou mão de criança com alguma deficiência, mas sou estudante de Pedagogia e atualmente estamos estudando a matéria Educação Inclusiva. Estou tendo a oportunidade de conhecer mais o ser humano e tentar entender, aprender para não excluir as pessoas da sociedade, é muito difícil agirmos sem discriminação, sem preconceito, nesta fase do meu curso tenho medo até de usar as palavras, pois atualmente não podemos usar certas palavras que anos atrás era normal, como por exemplo: Deficiente mental (correto- Deficiente Intelectual), Portador de deficiência física e sim Deficiente físico. Gostaria muito de aprender para poder ajudar as pessoas que precisão fazer parte da sociedade de uma forma normal. Permita que eu faça a divulgação no meu Face e nos fóruns de estudos da Universidade. Muito grata.

      • Sim Andréa! e eu preciso me adaptar, aprender, corrigir os pensamentos e atitudes, para poder exercer a minha futura profissão, não tenho o curso de magistério e nem sou professora, eu moro no Japão há 21 anos e meus filhos foram educados em escolas japonesas onde alguns pais optam e colocar seus filhos em escolas comuns, tendo o apoio da educação especial. Meus filhos foram costumados a ter colegas com alguma deficiência, algumas vezes presenciei as crianças dando ajuda a colega com deficiência. Creio que ambos serão beneficiados com este convívio.

  10. Oi Andrea ,encontrei seu blog através de uma divulgaçao dessa matéria maravilhosa que voce escreveu ,no meu facebook. Jà divulguei tbm na minha pàgina e se voce permitir vou continuar divulgando aonde posso, meu blog, blog de amigas etc…as pessoas devem aprender a tratar a diferença sem indiferença ou pena! Parabéns pelo texto, muito esclarecedor!
    Bjs, Daphne

  11. Uauuuuuuuu não conhecia esse blog e de cara me encantei… precisa falar que chorei? Demais mesmo! Posso colocar no meu blog e da Ká, o Estou Autista? Claro que darei os créditos! Puxa, muito importante esse texto… vou imprimir e manda pra escola do meu irmão! Parabéns pelo trabalho! Vou linkar vcs! beijos

  12. Parabéns pela matéria! Adorei! Vou linká-la no site da escolinha. Nós também temos aluninhos especiais, que são mais do que especiais para nós. Eles são acolhidos com carinho pelas outras crianças, que apesar de saberem de algumas limitações, os tratam com igualdade e apoio.

      • Eu sou a Ana Paula, ajudo na parte administrativa da escola. A responsável pedagógica é minha cunhada. Nestes 10 anos trabalhando na educação infantil já tivemos 2 aluninhos com síndrome de down e atualmente temos 1 aluninha especial (não sei direito qual é a deficiência dela, mas “acho” que deriva da paralisia cerebral)… ela já está conosco há 2 anos, e é tratada com igualdade… apesar de não andar, ela senta na mesma cadeirinha que os amiguinhos, faz as mesmas atividades, e os coleguinhas de classe até ajudam ela… sinceramente, acho que eles nem percebem a diferença! Tenho uma filha que está na mesma turma desta menininha especial, e a minha filha nunca comentou sobre a “diferença” desta coleguinha… ou seja, na visão da criança, quando a escola não “cria” um tratamento diferente, o amiguinho especial é na verdade um amiguinho normal, como qualquer outro, que tem suas próprias limitações. Se tiver curiosidade, veja no ícone Eventos as fotos da festa de carnaval e vc vai ver fotinho da nossa aluninha especial – Ana Júlia. Parabéns pela matéria, linkei para os pais da nossa escolinha. Abraços.

  13. nossa adorei me emocionou muito vou ate compartilhar pois muitas pessoas devem ler isso pois nossos filhos nao precisam que ninguem sintam pena deles ate em minha familia nao aceitam minha Duda como ela e tdos a tratam com diferença e com pena.

    • Oi, Andreia. É uma pena que isso aconteça. Eu tenho a sorte de ter uma família maravilhosa, mas sei que isso não é a regra pra todo mundo. De qualquer forma, a gente acaba formando uma “família escolhida” também, não é?! Ganhei uns irmãos e irmãs postiços sensacionais no último ano!

      Um abraço

  14. Totalmente necessária sua colocação, informação.. nós adultos também não sabemos lidar com o desconhecido e por isso mesmo evitamos e temos a sensação de que o desconhecido é sempre ruim.. mas nem sempre é..

  15. É muito bom ver mães que mesmo com as dificuldades que a vida lhe prega , serem tão felizes em mostrar ao mundo inteiro que o que vale no ser humano não é a deficiência que ele carrega consigo e sim o jeito como nós olhamos para cada rosto lindo dessas crianças. Eu sinceramente fiquei muito comovida por esta matéria pois trabalho em uma Instituição, e respeito demais os seus limites, e tento passar para as outras crianças “ditas normais”, que nós devemos amar essas crianças como se elas fizessem parte de nossa família. Pois ninguém está livre de um AVC, ou de uma doença qualquer que venha acarretar o nossa parte motora. Espero que todas as pessoas que se depararam com essa matéria se sensibilizem e divulguem, porque o importante não é ter dó, e sim mostrar ao mundo todo que ainda existem pessoas diferentes precisando de um toque seu , de um aperto de mão e até mesmo de um abraço, ou quem sabe de chegar perto e lhe desejar um bom dia, boa tarde ou boa noite. Não vamos deixar passar despercebido essa matéria, e levar para aquelas pessoas que ainda não conhecem a realidade que o mundo precisa do seu calor humano para um novo amanhecer. DIFERENTES SIM E QUEM NÃO É?

  16. Andréa…
    Que texto maravilhoso e obrigada por nos ajudar a entender melhor o mundo de pais e filhos especiais. Gosto muito de me informar e criar este elo para que minhas filhas também saibam ver o mundo da forma como é, com esta diversidade.
    Coloquei o texto no meu blog, mas fiz referência ao seu.
    Amei viu!

  17. Andréa…
    Que texto maravilhoso e obrigada por nos ajudar a entender melhor o mundo de pais e filhos especiais. Gosto muito de me informar e criar este elo para que minhas filhas também saibam ver o mundo da forma como é, com esta diversidade.
    Coloquei o texto no meu blog, mas fiz referência ao seu.
    Amei viu!
    entrerosaseprincesas.blogspot.com

  18. Outro dia meu filho me perguntou a repeito da garota que faz propaganda e que tem síndrome de down e confesso que não soube ao certo o que dizer. Esse texto vai me ajudar a saber o que dizer a ele e também a agir da maneira correta para que ele aprenda comigo. Parabéns, Andréia! P.S. Estou compartilhando no Face.

  19. obrigada plo vosso testemunho ,que DEUS vos abencoe,porque tem filhos lindos e magnificos…mas vou corrigir uma coisa,as criancas tem que ser ensinadas alidar com outras criancas,pq nos adultos tambem nao somos iguais…mas os pais e familia e que tem que ser ensinados,pq parte deles

  20. Texto para ser compartilhado, lido, relido e de novo e de novo… Obrigada por traduzir e proporcionar que muitos mais leiam e reflitam sobre como é importante criarmos nossos filhos para aceitar a principalemente acolher o diferente de nós.
    até mais,

  21. Olá Andréa! Adorei o post! Sensacional… Perfeito! Espero conseguir passar para meus filhos todos esses ensinamentos. Com certeza serão de extrema importância para o caráter deles.
    Abraço.

  22. Gosto de tudo isso ,há 20 anos atrás entrei nesse time ”mães de um filho especial”.comovente conviver com meu ”doce” filho William Roberto, tão bonzinho ,uma criaturinha ímpar.meu companheirinho , peço muito a Deus saúde para estar sempre a seu lado, já tenho 60 anos ,preciso viver,Quero muito protejê-lo,tenho tido umas dificuldades como por exemplo, ele quase não gosta de sair de casa .Acho que em parte o entendo pois aqui é muito bom , nossa casa é tão agradável , vivemos nós dois tão felizes por aqui. Sempre acredito em situações melhores . BOM CONHECER VCS VOU TENTAR COLOCAR UMA FOTINHA DELE ,PARA VCS CONHECEREM MEU DOCE ANJINHO COM SÍNDROME DE DOWN

  23. Pingback: Quando a inclusão entrou na sua vida escolar? | A vida como a vida quer

  24. O olhar do outro pode ser muito perturbador. Muitas vezes por conta disto, um nó severo surge na garganta da gente e uma luta interna se instala, para evitar desabamentos emocionais… Como aconteceu certa vez, dentro de uma loja, enfeitada com grandes bolas por conta do Natal. Tanto brilho chamou a atenção de meu filho que, animado, soltava seus barulhos diferentes admirando a decoração da loja!. Uma criança, em verdadeira crise de pânico, no colo da mãe, olhava assustada para meu filho e, aos prantos, implorava à mãe para sair da loja… E a mãe da tal criancinha histérica sem saber o que fazer… Tomara que esta mãe, e outras tantas, possam ter acesso a este lindo blog e talvez aprender uma maneira realmente honesta de mostrar às suas crianças que o mundo pode não ser exatamente como gostariam que fosse. Mas que, ao aceitarem a diversidade humana, talvez possam ter escolhido um caminho que os levem, realmente, à tal da felicidade sempre desejada. E que este caminho pode ser muito mais simples de seguir e seus efeitos muito mais duradouros dentro do íntimo de cada um.

  25. Excelente texto! Tive acesso através do facebook e colocarei em pratica sempre que possível, não só através dos meus filhos mas também por sobrinhos, primos, amigos! Também divulgarei o texto, afinal o maior defeito que alguém pode ter, além do preconceito, é a falta de informação!

  26. Eu trabalho com criancas especiais nos estados unidos, Los Angeles, tenho uma classe de 7 criancas, cada um com necessidades diferentes, mas minha especialidade e autismo, que e algo ,muito complexo, cada crianca autista e diferente, o que faz meu trabalho muito interessante em poder e estudar as diferencas entre eles. Eu penso que se todos os pais tivessem mais estudo sobre o autismo e sobre tudo que tem a ver com criancas especiais, nosso mundo seria mais completo, pois temos q saber e ter conciencia q estas criancas sao gift from GOD , Eu jamais trabalharia com outra coisa, pois essas criancas me fizeram ser uma pessoa que ve a vida de uma maneira diferente e muito mais profunda com amor, e com muito mais valor da vida. Meu portugues as vezes atrapalha e nao consigo transmitir exatamente o pensamento, mas quero q saibam q as criancas especiais sao maravilhosas e tenho uma grande honra de poder trabalhar com eles e poder ajudalos de toda a forma que aprendi durante todos esses anos, Ler e aprender sobre eles e ensinar seus filhos a ver estas criancas nao como diferentes, mas como criancas q foram escolhidas para serem os anjos aqui na terra. As pessoas tem que serem melhor informadas para que possamos ter um mundo melhor onde todas as criancas nesta vida sejam consideradas iguais, no matter what ou qual seja seu problema, o mundo e feito para que todos possamos viver , aprender y aceitar um ao outro,

    • Oi, Eleonor! Não se preocupe, porque eu entendi tudo! 🙂
      Muito legal o trabalho que você faz. Aqui no Brasil, ainda falta MUITA conscientização. Aí, vocês tem a Autism Speaks que, querendo ou não, faz um bom barulho, levanta fundos pra pesquisa, ajuda a aprovar leis…estamos muitíssimo longe disso por aqui!
      Se eu conseguir já ajudar a aumentar a conscientização, já fico muito feliz!

      Um abraço

  27. amei, amei, amei. Sou mae da Bruninha, que tem atraso neuropsicomotor, nao fala, mas entende tudo, qualquer pessoa que conversa com ela 2 minutinhos percebe isso, hehe, e ela baba, e isso realmente causa nojo nas pessoas e muitas maes ficam sem saber o q fazer quando seus filhos reparam nela. Mesmo tendo uma filha especial, tambem tive que orientar minha filha do meio, pq ela nao sabia como lidar com uma amiguinha autista, conversei bastante com ela e ela percebeu que deveria tratar a amiga da mesma forma que trata as outras, hj elas sao muito amigas!!!

  28. Andréa, parabéns pelo seu blog e pelo seu trabalho de desmistificação do autismo. Vc deve ter ideia do quanto ajuda outros pais, mães, famílias, enfim. Aliás, trabalhos como o seu ajudam, no final das contas, a trabalhar a aceitação das diferenças como um todo. Eu mesma sabia pouco sobre o autismo, não tenho casos na família, mas achei importante divulgar seu blog, o que fiz no Facebook, pois estou certa que servirá de ajuda a muitas pessoas
    Essa troca de experiências é fundamental para quem lida com as diferenças.
    Parabéns e, ao mesmo tempo, obrigada pela lição de vida.
    Um grande e carinhoso abraço,
    Silvana

    • Oi, Silvana. Não tenho como te agradecer por isso! É natural que pais de crianças autistas divulguem a causa, mas é muito mais rico quando vem de pais assim como você!
      Acredito que ainda há milhares de autistas sem diagnóstico ou com diagnóstico errado (como TDAH). Só a informação pode ajudar nisso!

      Muito obrigada e um abraço!

    • Oi, Lúcio. Muito legal o site! Incrível mesmo! Quando você fala em “revista”, é eletrônica mesmo, certo?! Sendo assim, não tem problema. Basta citar as fontes (meu blog com a tradução e o da Ellen Seidman com o texto original em inglês).

      Um abraço

  29. Acredito que durante quatro meses apos o nascimento do meu bebe, nao havia me emocionado com tao doces palavras… sim, nosso rei nasceu com sindrome de down, e infelizmente as ainda encontramos, querendo ou nao, pessoas preconceituosas, chego a acreditar que no Brasil esse preconceito é menor, vivendo recentemente na Guiana Francesa, percebemos como tal fato é carregado de “olhares de desolaçao, de pena, de tristeza”, algumas pessoas se afastaram do nosso convivio, e quando os vejo, elas colocam o melhor olhar de falsa preocupaçao como se carregassemos uma tristeza eterna!!! Mas entao eles desabam e ficam sem armas diante de meu olhar amoroso, feliz e radiante pela vida do meu pequeno, mostro a elas que meu amor é maior, que meu bebe é e sera o meu menino com super poderes, que seu cromossomo a mais é o cromossomo do amor, da fortaleza e da fé!!!! Fico muito grata pelas palavras, eu estava precisando de um abraço recentemente, e suas palavras fizeram isso!!! Obrigada do fundo do coraçao… e agradeço mais ainda porque agora sei como começar a conversa com sua irmazinha quando ela se questionar sobre as pequenas diferenças fisicas e intelectuais entre eles!!!! Bjos querida, Christian te beija tbm!!!!

    • Nilma, sua mensagem me emocionou, me tocou. Que mãe maravilhosa o Christian tem! Muito obrigada pelas suas palavras!
      E que a gente continue assim, apoiando umas às outras! 🙂

      Um abraço apertado pra vocês dois!

  30. Pingback: O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais | Inclusive

  31. Andréa, o meu Nicolas é autista grau leve e cheguei até vc por conta deste post. Republiquei na minha página no face e desde então venho aqui diariamente ler os seus posts anteriores e atuais. O seu post ‘bem vindo ao clube’ foi dilacerador e reconstrutor ao mesmo tempo e queria tê-lo lido em outubro, qdo descobrimos a dificuldade do Ni depois de um ano inteirinho de peregrinações, exames, testes, consultas, etc etc etc Como vc, vivi o luto do filho idealizado. Morri por alguns dias e ressuscitei fortalecida nesse amor inexplicável, imensurável e inabalável que sentimos por nossos filhos. Hj sou a mãe mais orgulhosa e feliz do mundo, me redescobri como pessoa através da dificuldade do Ni, aprendo com ele todos os dias, todos os minutos. Tenho absoluta certeza do progresso dos nossos meninos e sei tb que o seu Theozão vai te surpreender muito e continuar sempre enchendo sua vida de alegria e amor verdadeiro. Uma delícia, uma lição, um bálsamo o seu site. Bjo e um abraço apertado em vc e no Theo, Natalia

    • Nossa, Natália, obrigada pelas palavras tão lindas! Esse tipo de interação e a possibilidade de conhecer pessoas como você tem sido o maior bônus desse blog!
      Nossas batalhas são mais difíceis, mais isso faz as vitórias serem mais gostosas!
      Muito obrigada por passar por aqui! Espero continuar falando com você!

      Um beijo pra você e pro Ni

  32. Olá, Andréa!
    Esse post do seu blog apareceu na página de uma amiga do facebook. Li, gostei das dicas e compartlihei também. Outras 3 pessoas compartilharam a partir da minha página, em poucas horas. Ou seja, é um assunto que desperta o interesse das pessoas que não vivem a situação que descreveu e achei isso muito legal. Demorou.
    Sou mãe de três crianças e desejo que elas tenham múltiplas referências e convivências, entendam que cada pessoa tem suas peculiaridades e características, respeitem e celebrem a vida em sua plenitude.
    Adorei os outros textos e o vídeo com o Theo. Obrigada por compartilhá-lo conosco e nos auxiliar a educar nossos filhos.
    Todos eles, juntos, formarão um mundo melhor para todos.

    • Fabi, você não imagina como está ajudando esse mundo a melhorar. Pais de crianças com necessidades especiais são minoria. Se esse trabalho de conscientização ficar só com a gente, vai demorar muito mais a produzir frutos.
      Muito obrigada por abraçar a causa! Seus filhos devem ser crianças encantadoras!

      Um grande abraço
      p.s: esse texto já foi lido por mais de 11 mil pessoas! 🙂

      • 11.000 pessoas? Que legal! Só confirma o que eu disse!
        Obrigada por suas palavras gentis.

        Andréa, outro dia eu li um texto de uma pedagoga que considero bastante (desenvolveu um trabalho legal em uma ONG sobre crianças em situação de rua na qual trabalhei, no centro de São Paulo) relacionado às mudanças recentes voltadas à educação dita inclusiva. Penso que talvez possa interessá-la e aos seus leitores.
        Não sei se não é meio chato colocar o link aqui nesse espaço, mas não encontrei outra maneira de enviar para você (sou meio analfabeta virtualmente falando…rs). Segue o link:
        http://www.cartacapital.com.br/carta-fundamental/educar-sem-segregar/
        Abs.

  33. Pingback: Ata da reunião de 05/03/2012 « OPS Vera Cruz

  34. Eu estava vendo meus e-mail, e vi essa postagem do Facebook, sei que quem fala aqui é uma mãe, e a preocupação de mãe é especial, mas como pessoa com deficiência congênita e usuária de cadeira de rodas posso te dizer, que é melhor ensinar para os seus filhos a quem vocês chamam de especiais, que todos somos especiais, ninguém é igual a ninguém, nem uma pedra na natureza é igual a outra. o criador não fez fabrica de robôs, ensine a seus filhos que as pessoas olham, porque qualquer coisa diferente, seja no olhar, na cor ou no jeito de se comportar chama atenção, não podemos nós pessoas com deficiência ou pais de crianças, adolescentes e adultos com deficiência ficarmos nos sentindo incomodados. Aprendi que para viver eu tenho que conviver com as pessoa, e não é fácil, pois os seres humanos são imprevisíveis. Não se preocupe com os filhos dos outros, preocupe-se em ensinar seus filhos a serem independentes, e a conviver na diversidade, tratem eles como pessoas e não como especiais, protejam mais não exagerem, eles vão sofrer mais na frente, Especiais são vocês que foram escolhidas para serem nossas mães, Deus não dá a cruz pesada para um fraquinho carregar. sejam fortes e amem seus filhos mais não superprotejam demais. beijos e boa tarde!

    • Oi, Benomia. Concordo com quase tudo. Inclusive que todos são diferentes. Mas eu acredito que a melhor forma de trabalhar aceitação e menos preconceito é focar nas similaridades, e não nas diferenças. No final, somos todos seres humanos, cada um com as suas peculiaridades, mas as semelhanças ainda são superiores.

      Um abraço,

      Andréa

  35. Pingback: O que ensinar a seus filhos sobre crianças especiais | Blog Cartão BOM

  36. Sou mãe de gêmeas (Aline e Livia) de 2 anos e nunca tinha pensado a respeito deste assunto tão importante na educação delas.
    Obrigada pelo texto e por simplificar o assunto

    Adorei!

      • Olá Andréa! Obrigada pelo texto, lindos depoimentos. Recebi de uma amiga e achei muito importante para me ajudar com meus filhos. Outro dia, passei por uma situação assim com minha filha de 6 anos na natação. Eles estavam recebendo uma amiguinha nova que teve paralisia cerebral. Minha filha demonstrou estranheza e naquele momento tudo que eu queria era dizer algo que fizesse com que ela entendesse que se tratava apenas de uma nova amiga que era diferente em algumas coisas, mas uma criança que gostava de brincar assim como ela. Foi um pouco difícil, mas agora já tenha algumas idéias de como agir daqui para frente. Como pais temos a responsabilidade de educar filhos para um mundo melhor e mais inclusivo. Tudo de bom para você e seu pequeno.

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